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Definição de
Actividade Física
A actividade física é consensualmente definida
como todo e qualquer movimento corporal
produzido pela contracção músculo-esquelético
resultando num gasto energético. Já o conceito
de exercício físico definido por Caspersen e col,
(1985), é mais especificamente, uma actividade
repetida e estruturada que visa a obtenção dum
objectivo concreto tendo em vista a manutenção
ou melhoria da aptidão física.
De acordo com Bouchard e Shephard (1994), a
actividade física é claramente a componente mais
variável de todos os factores que influenciam o
gasto energético diário. A ausência de
actividade física origina uma maior acumulação
energética, podendo ser um factor para o
desenvolvimento da obesidade (Mota, 2002).
Hoje sabe-se que a actividade física, nas suas respectivas
vertentes, como a utilitária (andar, subir e
descer escadas, jardinagem), a educação física e
o desporto, executados de uma forma moderada, é
favorável à manutenção da saúde e ajuda também
na prevenção das doenças (Nunes, 1999). Não
obstante esta evidência, bem como a aceitação
aparentemente generalizada da importância da
actividade física, milhões de pessoas optam por
um estilo de vida sedentário.
As actividades de lazer, tais como, ver
televisão, jogar videojogos e navegar na
Internet parecem ser as principais responsáveis
pelo aumento do sedentarismo de crianças e
adolescentes (McCann, 2005). Outros estudos
demonstram que ver televisão é a actividade de
lazer em que as crianças gastam mais tempo (Comittee
on Nutrition, 2003).
Segundo
a
Organização
Mundial
de
Saúde,
estima-se
que
nos
países
desenvolvidos
mais
de
dois
milhões
de
mortes
são
atribuíveis
ao
sedentarismo,
e que
60%
a
80%
da
população
mundial
não
é
suficientemente
activa
para
obter
benefícios
na saúde
(OMS,
2002). Este cenário revela-se propício ao
desenvolvimento de problemas graves para a
saúde.
Segundo a British Medical Association
(2005) a prática de actividade física, em todas
as idades, é essencial para uma boa saúde, sendo
indispensável para o controlo do peso e do
balanço energético. Esta prática, durante a
infância, apresenta uma série de benefícios,
possibilitando um crescimento saudável,
bem-estar psicológico e diminuição de alguns
factores de risco, tais como a hipertensão, o
colesterol elevado (British Medical Association,
2005) e obesidade (Clark e col., 1988).
Numa análise geral de tudo o que foi referido
anteriormente, podemos concluir que o dia-a-dia
de muitos adolescentes tem vindo a ceder cada
vez mais espaço ao sedentarismo (Carmo, 1999).
Nesta perspectiva a actividade física assume-se como um
factor de prevenção de uma série de doenças
associadas à inactividade física. A infância e a
juventude são consideradas idades fundamentais
para a promoção de hábitos de actividade física
que perdurem para toda a vida. De facto, a
promoção da actividade física na infância e
juventude baseia-se, em parte, no pressuposto de
que os hábitos de actividade física se
desenvolvem durante estes períodos e se mantêm
até à idade adulta (Lopes e Maia, 2004).
A constatação da prevalência de indivíduos com
sobrepeso e obesidade fornece dados que realçam
a importância de programas de educação para a
saúde que integrem a prática orientada de
actividade física e a instalação de hábitos
alimentares saudáveis, como medidas preventivas.
Fonte: American College
of Sports Medicine; American Heart Association;
British Medical Association, Themudo e col.,
(1997); WHO.
Autora: Carla Marisa Maia Moreira (2007) :
(Email: carla_m_moreira@sapo.pt)
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