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Causas da Obesidade

A obesidade é a mais recente epidemia global, com elevadíssimos custos pessoais, sociais e económicos. Provavelmente a etiologia da obesidade é uma das mais complexas. De facto, o seu desenvolvimento possui múltiplas causas e é o resultado de complexas interacções entre factores genéticos, psicológicos, socio-económicos, culturais e ambientais, o que dificulta a obtenção de padrões específicos de tratamento.

Os peritos concordam que as causas principais deste problema, com escala mundial, são os estilos de vida sedentários e dietas ricas em gorduras, como consequência de mudanças profundas a nível comportamental na sociedade ao longo dos últimos 20-30 anos.

A prevenção e o tratamento da obesidade e excesso de peso, assim como a promoção da actividade física são prioridades de intervenção, com reconhecimento de organismos como a Organização Mundial de Saúde.

A promoção de regimes alimentares saudáveis e da actividade física contribui para diminuir a obesidade, mas também os riscos ligados à hipertensão, às doenças cardíacas, à diabetes e a certas formas de cancro. De um modo mais geral, uma alimentação saudável e a prática de exercício físico permitem melhorar consideravelmente a qualidade de vida.

Deste modo, o exercício e a actividade física têm um papel definitivo na terapia/prevenção de obesidade, particularmente quando se combina com a nutrição e modificação de comportamento.

A equação do equilíbrio energético estabelece que o peso corporal se mantém constante quando a ingestão calórica é igual ao gasto de energia. Qualquer desequilíbrio no lado tanto da produção quanto do influxo de energia nessa equação gera uma mudança no peso corporal (McArdle, 1998). Deste modo, o excesso de gordura resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia dispendida.

Existem três modos de desequilibrar a equação energética para diminuir o peso corporal:

- reduzir a ingestão calórica abaixo do nível energético necessário diariamente;

- manter a ingestão alimentar diária e aumentar o gasto energético através da prática de actividade física;

- combinação dos dois métodos: reduzir o consumo e aumentar o gasto energético.

 Modelo Multifatorial para obesidade

 

Fonte: http://www.ccs.ufsc.br/~med7002

Esta equação energética é bastante delicada, pois um aporte energético diário com um excesso de 100 kcal, implica um ganho de 4,7 kg por ano de tecido adiposo. Por outro lado, uma redução energética de 100 calorias dia conjugada com um dispêndio energético adicional de 100 calorias por dia em exercício físico gera uma redução de 9,5 kg de gordura corporal (McArdle e col., 1999).

As variáveis que influenciam o gasto energético são: o metabolismo basal, a acção dinâmica específica dos alimentos e a actividade física diária, actividade física desportiva e a ingestão calórica.

O metabolismo basal é definido como sendo a energia gasta nas actividades mecânicas necessárias para sustentar os processos de vida, tais como respiração e circulação, Cerca de 20% do metabolismo é gasto pelos músculos esqueléticos.

A acção dinâmica específica dos alimentos é definida como a energia requerida para a digestão, absorção e metabolismo dos nutrientes.

Fonte: Garganta, (2003); Organização Mundial de Saúde, Themudo e col., (1997).

Autora: Carla Marisa Maia Moreira (2007) : (Email: carla_m_moreira@sapo.pt)

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